Como sobreviver às Chungking Mansions de Hong Kong | CHINA

O alojamento em Hong Kong é caro, com uma rápida pesquisa no Booking.com a confirmar isso. Encontrar sítios  baratos para dormir junto dos centros onde tudo acontece fica ainda mais difícil caso não se queira dar um rombo na carteira.

No entanto, existe solução: as Chungking Mansions na baixa de Kwoloon (do outro lado da Ilha de Hong Kong) são a excepção. Situadas a 2 minutos a pé do metro e a 5 do passadiço junto ao rio que tem a melhor vista sobre o skyline da cidade, este enorme prédio de habitação de 17 andares onde consta vivem cera de 4000 pessoas (!), possui no seu interior vários hostels que satisfazem o desejo de alojamentos barato na cidade ao viajante não abastado.

O edifício é grande e é casa de várias comunidades internacionais (indianos e africanos), com o cheiro a caril e chamuças no rés-do-chão a fazer esquecer que se está na China dando-se de repente um salto às metrópoles indianas. Para quem quiser e tiver paciência, existem muitas lojas de telemóveis e electrónica em geral no rés do chão e primeiro piso, para além dos vários snack bars de onde vem o tal cheiro icónico. São um boa opção para um pequeno almoço diferente!

Localização

Chungking Mansions
Nathan Road, 36-44
Tsim Sha Tsui, Hong Kong
GPS: 22°17’47.3″ N, 114°10’20.3″ E
(link para Google Maps)

Na nossa visita a Hong Kong ficámos aqui hospedados, no Apple Hostel. Um quarto minúsculo onde cabia a cama de corpo e meio e pouco mais, foi a nossa casa durante 4 dias. Poupa-se na carteira cortando um pouco na qualidade, mas para o que é (ter um sitio limpo para tomar banho ao fim do dia e passar uma boa noite de sono) chega e sobra.

DICAS

Para sobreviver às Chungking Mansions é preciso, maioritariamente, paciência. No entanto deixo aqui uma ou outra dica que acredito que vá ajudar quem lá for pela primeira vez.

Não dar conversa aos tipos na entrada do edifício: ao chegar às Chungking Mansions, a primeira coisa que se vai encontrar são alguns tipos a tentar impingir/vender coisas junto à entrada, desde relógios e telemóveis a passeios e quartos de hotel. Aliás, mesmo antes de chegar, na avenida principal (Nathan Road), é bem provável que se encontrem estes “amigos”. Muitos deles são persistentes e ate podem ser algo intimidadores, mas um firme “No, thank you” costuma ser suficiente para os demover da venda. É raro que algum deles se dê ao trabalho de nos seguir para dentro do prédio, mas se assim for um segundo “No!” ainda com mais força resolve o problema.

Ter atenção em que elevador entrar: os elevadores nas Chunking Mansions são lentos. E quando digo lentos estou a ser simpático. Se aliado a isto juntarmos o facto de a torre ter 17 andares, é imperativo que se entre no elevador certo. A torre está dividida em 5 zonas (A, B, C, D, e E), com grupos de elevadores a servirem apenas certas zonas. Ao lado dos elevadores existem placas com os nomes dos hostels (e não só) servidos pelos mesmos. De notar também que, cada elevador só serve alguns andares (por exemplo, o da esquerda só pára nos pares, o da direita nos impares). Posto isto a receita é: saber qual a zona onde o hostel está; saber qual o piso onde o hostel está; saber qual o elevador que passa pelo dito piso. Depois disso é carregar no botão e esperar.

Evitar o primeiro elevador à esquerda (se possível): existem dois pares de elevadores à esquerda logo após a entrada, que servem as zonas de apartamentos A e B. Normalmente o primeiro par é o que está mais cheio, sendo que o segundo costumar estar vazio. Depois de fazer check in no hostel (não esquecer de confirmar nas placas ao lado dos elevadores em que andar o dito está), perguntar se existe alguma porta das traseiras do hostel que dê para entrar e assim usar outro elevador que não o mais concorrido. No hostel onde ficámos existia um mas só descobrimos isto já no ultimo dia, pelo que perdemos muitos quartos de hora durante a estadia à espera de elevadores…

Ter atenção dentro dos elevadores: devido à sua escassez e às constantes filas para entrar, quando aparece um elevador é normal que encha até não caber mais gente. É normal ir ombro a ombro com os restantes moradores do prédio, pelo que é aconselhável ter atenção aos bolsos e às mochilas nas costas para que não fiquem mais leves subitamente. Uma pequena nota para as senhoras, em especial às que vão sozinha: é comum o elevador ir cheio de homens (também há mulheres mas estão em minoria), sendo o contacto fisico inevitável devido ao pouco espaço, o que acredito que possa ser um pouco desconfortável.

Aproveitar a excelente localização: as Chungking Mansions não podiam estar melhor localizadas! A estação do metro de Tsim Sha Tsui está mesmo junto à entrada do edifício, e através dele pode-se chegar a qualquer parte da cidade, quer de um lado quer do outro do rio. Também a uns meros 5 minutos a pé (demora-se mais a esperar que fique verde nas passadeiras do que propriamente a andar) está a frente ribeirinha de Kwoloon, que tem uma das melhores vistas sobre o skyline de Hong Kong. Aqui é também um dos melhores sítios para ver o espetáculo de luzes e lasers que todas as noites ilumina a cidade (A Symphony of Lights). Perto também fica o cais de embarque para os míticos Star Ferry, embarcações que fazem a ligação com a ilha de Hong Kong desde 1888.

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